{"id":12816,"date":"2025-01-27T21:17:09","date_gmt":"2025-01-27T21:17:09","guid":{"rendered":"https:\/\/biocondiagnosticos.com.br\/?p=12816"},"modified":"2025-01-28T13:46:55","modified_gmt":"2025-01-28T13:46:55","slug":"cinomose-canina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/biocondiagnosticos.com.br\/en\/cinomose-canina\/","title":{"rendered":"Cinomose Canina"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"12816\" class=\"elementor elementor-12816\" data-elementor-post-type=\"post\">\n\t\t\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-62d7be08 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"62d7be08\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-1bd5669d column-style-top\" data-id=\"1bd5669d\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-48e3df9 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"48e3df9\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t<style>\/*! elementor - v3.23.0 - 05-08-2024 *\/\n.elementor-widget-text-editor.elementor-drop-cap-view-stacked .elementor-drop-cap{background-color:#69727d;color:#fff}.elementor-widget-text-editor.elementor-drop-cap-view-framed .elementor-drop-cap{color:#69727d;border:3px solid;background-color:transparent}.elementor-widget-text-editor:not(.elementor-drop-cap-view-default) .elementor-drop-cap{margin-top:8px}.elementor-widget-text-editor:not(.elementor-drop-cap-view-default) .elementor-drop-cap-letter{width:1em;height:1em}.elementor-widget-text-editor .elementor-drop-cap{float:left;text-align:center;line-height:1;font-size:50px}.elementor-widget-text-editor .elementor-drop-cap-letter{display:inline-block}<\/style>\t\t\t\t<p><strong>ETIOLOGIA<\/strong><\/p><p>A cinomose canina \u00e9 uma doen\u00e7a altamente contagiosa que afeta c\u00e3es e outros carn\u00edvoros, com distribui\u00e7\u00e3o mundial. O agente etiol\u00f3gico \u00e9 o V\u00edrus da Cinomose Canina (Canine Distemper Virus, CDV), pertencente ao g\u00eanero\u00a0<em>Morbillivirus<\/em>, da fam\u00edlia\u00a0<em>Paramyxoviridae<\/em>. Este v\u00edrus \u00e9 composto por um filamento de RNA de fita \u00fanica, envolto por um nucleocaps\u00eddeo e circundado por um envelope lipoproteico derivado da membrana celular do hospedeiro. O envelope viral cont\u00e9m glicoprote\u00ednas espec\u00edficas: a prote\u00edna H (hemaglutinina), respons\u00e1vel pela liga\u00e7\u00e3o do v\u00edrus \u00e0s c\u00e9lulas-alvo, e a prote\u00edna F (fus\u00e3o), que facilita a fus\u00e3o da membrana viral com a c\u00e9lula hospedeira (Figura 1). O CDV causa uma infec\u00e7\u00e3o sist\u00eamica que envolve m\u00faltiplos sistemas do organismo e leva a manifesta\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas diversificadas.<\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-668f4cb elementor-widget elementor-widget-image\" data-id=\"668f4cb\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"image.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t<style>\/*! elementor - v3.23.0 - 05-08-2024 *\/\n.elementor-widget-image{text-align:center}.elementor-widget-image a{display:inline-block}.elementor-widget-image a img[src$=\".svg\"]{width:48px}.elementor-widget-image img{vertical-align:middle;display:inline-block}<\/style>\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"491\" height=\"560\" src=\"https:\/\/biocondiagnosticos.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/1.jpg\" class=\"attachment-large size-large wp-image-12822\" alt=\"\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-bcd5699 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"bcd5699\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t<p>Figura 1. Estrutura do v\u00edrus da Cinomose. (E, envelope de lipoprote\u00edna\u037e F, prote\u00edna de fus\u00e3o\u037e H, hemaglutinina\u037e L, prote\u00edna grande\u037e M, prote\u00edna da matriz\u037e N, nucleocaps\u00eddio\u037e P, polimerase proteica.) Fonte: Greene, G.E. Infectious Diseases of the Dog and Cat, Elsevier, 2012.<\/p><p><strong>EPIDEMIOLOGIA<\/strong><\/p><p>O CDV possui uma ampla variedade de hospedeiros, incluindo membros das fam\u00edlias\u00a0<em>Canidae, Ailuridae, Hyaenidae, Mustelidae, Procyonidae, Ursidae, Viverridae<\/em>\u00a0e\u00a0<em>Felidae<\/em>. O v\u00edrus \u00e9 relativamente l\u00e1bil no ambiente, e sua propaga\u00e7\u00e3o ocorre a partir do s\u00e9timo dia ap\u00f3s a inocula\u00e7\u00e3o. Embora a doen\u00e7a possa afetar c\u00e3es de qualquer idade, \u00e9 mais frequente em c\u00e3es n\u00e3o vacinados e em filhotes entre 12 e 16 semanas de idade, quando a imunidade passiva conferida pelos anticorpos maternos diminui. Filhotes mais jovens, que receberam concentra\u00e7\u00f5es insuficientes de anticorpos maternos, tamb\u00e9m est\u00e3o em maior risco de infec\u00e7\u00e3o.<\/p><p>O CDV, mais abundante nos exsudatos respirat\u00f3rios, comumente se dissemina por exposi\u00e7\u00e3o a aeross\u00f3is ou got\u00edculas respirat\u00f3rias. Contudo, o v\u00edrus pode ser isolado, embora menos frequentemente, de outros tecidos e secre\u00e7\u00f5es corporais, incluindo a urina. A excre\u00e7\u00e3o viral pode persistir por 60 a 90 dias ap\u00f3s a infec\u00e7\u00e3o, embora per\u00edodos mais curtos de propaga\u00e7\u00e3o sejam predominantes. Em popula\u00e7\u00f5es urbanas de c\u00e3es, o v\u00edrus \u00e9 mantido pela infec\u00e7\u00e3o de animais rec\u00e9m-infectados e filhotes suscet\u00edveis. Apesar de a imunidade ao CDV, seja por infec\u00e7\u00e3o natural ou vacina\u00e7\u00e3o, ser prolongada ou vital\u00edcia, ela n\u00e3o \u00e9 absoluta. C\u00e3es que n\u00e3o recebem a imuniza\u00e7\u00e3o peri\u00f3dica podem perder a prote\u00e7\u00e3o e infectar-se ap\u00f3s estresse, imunossupress\u00e3o ou contato com indiv\u00edduos doentes. Muitos c\u00e3es suscet\u00edveis podem ter infec\u00e7\u00e3o subcl\u00ednica e eliminar o v\u00edrus sem sinais cl\u00ednicos evidentes. Embora a maioria dos c\u00e3es recuperados elimine completamente o v\u00edrus, alguns podem continuar a abrig\u00e1-lo no sistema nervoso central (SNC).<\/p><p><strong>\u00a0<\/strong><\/p><p><strong>PATOGENIA<\/strong><\/p><p><u>Infec\u00e7\u00e3o Sist\u00eamica<\/u><\/p><p>O v\u00edrus inicia sua replica\u00e7\u00e3o no trato respirat\u00f3rio superior cerca de 24 horas ap\u00f3s a inocula\u00e7\u00e3o. A partir desse local, o CDV multiplica-se nos macr\u00f3fagos e dissemina-se por meio dos linf\u00f3citos para as tonsilas e linfonodos br\u00f4nquicos. Por volta de 14 dias p\u00f3s-inocula\u00e7\u00e3o (PI), a maioria dos animais elimina o v\u00edrus dos tecidos sem apresentar sinais cl\u00ednicos. C\u00e3es com n\u00edveis intermedi\u00e1rios de resposta imune, entre os dias 9 e 14 PI, podem apresentar dissemina\u00e7\u00e3o viral para tecidos epiteliais, resultando em sinais cl\u00ednicos que, em alguns casos, podem ser resolvidos com o aumento do t\u00edtulo de anticorpos. Hospedeiros com resposta imunol\u00f3gica insuficiente, entre os dias 9 e 14 PI, apresentam dissemina\u00e7\u00e3o viral para m\u00faltiplos tecidos, incluindo a pele, gl\u00e2ndulas ex\u00f3crinas e end\u00f3crinas, al\u00e9m do epit\u00e9lio dos tratos gastrointestinal (TGI), respirat\u00f3rio e geniturin\u00e1rio. A elimina\u00e7\u00e3o do v\u00edrus da maioria dos tecidos est\u00e1 associada \u00e0 recupera\u00e7\u00e3o e ao desenvolvimento de imunidade a longo prazo, e os eventos patog\u00eanicos geralmente se desenrolam em um per\u00edodo de 1 a 2 semanas. Contudo, essa prote\u00e7\u00e3o pode ser comprometida em situa\u00e7\u00f5es de exposi\u00e7\u00e3o a cepas altamente virulentas, altas cargas virais ou condi\u00e7\u00f5es de estresse e imunossupress\u00e3o.<\/p><p>Infec\u00e7\u00f5es bacterianas secund\u00e1rias frequentemente complicam os sinais cl\u00ednicos da doen\u00e7a nos tratos respirat\u00f3rio e TGI. Em casos de infec\u00e7\u00e3o pr\u00e9-natal ou neonatal, a cinomose pode causar imunodefici\u00eancia nos filhotes sobreviventes, tornando-os mais suscet\u00edveis a infec\u00e7\u00f5es concomitantes graves, como o Parvov\u00edrus canino, bact\u00e9rias como\u00a0<em>Clostridium piliforme<\/em>, ou protozo\u00e1rios como\u00a0<em>Neospora caninum<\/em>.<\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-inner-section elementor-element elementor-element-627d917 elementor-section-full_width elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"627d917\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-50 elementor-inner-column elementor-element elementor-element-feba6a4 column-style-top\" data-id=\"feba6a4\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-50837bb elementor-widget elementor-widget-image\" data-id=\"50837bb\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"image.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<img decoding=\"async\" width=\"605\" height=\"640\" src=\"https:\/\/biocondiagnosticos.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/2.jpg\" class=\"attachment-large size-large wp-image-12817\" alt=\"\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-50 elementor-inner-column elementor-element elementor-element-9fcd606 column-style-top\" data-id=\"9fcd606\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-bd7f55d elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"bd7f55d\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\tFigura 2. Patogenia sequencial da infec\u00e7\u00e3o pelo CDV. 1, O VC entra no trato respirat\u00f3rio via aeross\u00f3is e coloniza os tecidos linfoides locais, como as tonsilas. 2, A replica\u00e7\u00e3o viral prim\u00e1ria ocorre nas tonsilas, nos linfonodos retrofar\u00edngeos e br\u00f4nquicos e no tecido linfoide gastrintestinal (GI). 3, Desses locais de replica\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria, macr\u00f3fagos contendo CDV entram nos linf\u00e1ticos que seguem de volta para o cora\u00e7\u00e3o, onde entram no sangue como uma viremia associada a c\u00e9lulas mononucleares. 4, O v\u00edrus entra no sistema nervoso central (SNC) via circula\u00e7\u00e3o cerebral, onde se deposita nos espa\u00e7os perivasculares dos vasos sangu\u00edneos finos. 5, Como alternativa, o v\u00edrus entra nos vasos do plexo coroide e, por fim, no l\u00edquido cerebrospinal (LCS) e no sistema vestibular. 6, Como um fen\u00f4meno incomum em c\u00e3es, o CDV pode seguir pelas vias nasais, atrav\u00e9s da l\u00e2mina cribriforme e em sentido anter\u00f3grado pelo nervo olfat\u00f3rio para o bulbo olfat\u00f3rio e o SNC, onde se localiza predominantemente nos lobos piriformes do c\u00f3rtex cerebral. Fonte: Greene, G.E. Infectious Diseases of the Dog and Cat, Elsevier, 2012.\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-43995d9 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"43995d9\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t<p><u>Infec\u00e7\u00e3o do Sistema Nervoso Central<\/u><\/p><p>O CDV infecta neur\u00f4nios e c\u00e9lulas gliais quando a viremia atinge uma determinada magnitude. A extens\u00e3o dessa infec\u00e7\u00e3o depende diretamente da resposta imune sist\u00eamica do hospedeiro, podendo o v\u00edrus permanecer no SNC por longos per\u00edodos. Em c\u00e3es, o CDV, livre ou associado a linf\u00f3citos, pode alcan\u00e7ar o l\u00edquido cerebrospinal (LCS) atrav\u00e9s do plexo coroide infectado, disseminando-se para estruturas periventriculares. A natureza das les\u00f5es no SNC e a evolu\u00e7\u00e3o da infec\u00e7\u00e3o dependem de diversos fatores, como a idade, a imunocompet\u00eancia do hospedeiro e as caracter\u00edsticas neurotr\u00f3picas do v\u00edrus.<\/p><p>A encefalite aguda ocorre geralmente no in\u00edcio da infec\u00e7\u00e3o em animais jovens e imunossuprimidos, caracterizando-se pela replica\u00e7\u00e3o viral direta e necrose neuronal. Isso frequentemente leva ao desenvolvimento de polioencefalomal\u00e1cia.<\/p><p>A polioencefalite com corp\u00fasculo de inclus\u00e3o \u00e9 uma forma variante de encefalite causada pelo CDV, que pode ocorrer ap\u00f3s vacina\u00e7\u00e3o ou em c\u00e3es com in\u00edcio s\u00fabito apenas de manifesta\u00e7\u00f5es neurol\u00f3gicas.<\/p><p>A encefalite dos c\u00e3es velhos est\u00e1 associada \u00e0 persist\u00eancia prolongada do v\u00edrus no c\u00e9rebro, onde o CDV se dissemina entre as c\u00e9lulas por contato direto, sem brotamento atrav\u00e9s da membrana celular, permitindo que o v\u00edrus escape da detec\u00e7\u00e3o imunol\u00f3gica. A presen\u00e7a do ant\u00edgeno viral estimula uma resposta inflamat\u00f3ria leve, por\u00e9m prolongada, que eventualmente resulta em sinais neurol\u00f3gicos.<\/p><p><strong>\u00a0<\/strong><\/p><p><strong>SINAIS CL\u00cdNICOS<\/strong><\/p><p><u>Sinais sist\u00eamicos<\/u><\/p><p>O per\u00edodo de incuba\u00e7\u00e3o dura, em m\u00e9dia, cerca de uma semana, podendo se estender por at\u00e9 quatro semanas ou mais. As manifesta\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas variam amplamente, dependendo de fatores como a virul\u00eancia do v\u00edrus infectante, condi\u00e7\u00f5es ambientais, idade, estado imunol\u00f3gico do hospedeiro e rapidez da resposta imune \u00e0 infec\u00e7\u00e3o. C\u00e3es com infec\u00e7\u00e3o leve podem apresentar sinais cl\u00ednicos inespec\u00edficos, frequentemente indistingu\u00edveis daqueles causados por outras doen\u00e7as. A febre inicial, comum nas infec\u00e7\u00f5es naturais, pode passar despercebida. O primeiro sinal cl\u00ednico observado \u00e9 geralmente uma conjuntivite discreta, que pode evoluir de serosa para mucopurulenta (Figura 3). Em poucos dias, pode surgir tosse seca, acompanhada de aumento dos sons respirat\u00f3rios ao serem auscultados.<\/p><p>Outros sinais cl\u00ednicos incluem diarreia, inquieta\u00e7\u00e3o, perda de apetite, febre recorrente e o desenvolvimento de hiperceratose no nariz e nas almofadas podais, conhecida como \u201cdoen\u00e7a dos coxins \u00e1speros\u201d (Figuras 4 e 5). Em infec\u00e7\u00f5es neonatais, pode ocorrer tamb\u00e9m hipoplasia do esmalte dent\u00e1rio, devido \u00e0 interfer\u00eancia do v\u00edrus na forma\u00e7\u00e3o dos dentes permanentes (Figura 6).<\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-inner-section elementor-element elementor-element-83c75f9 elementor-section-full_width elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"83c75f9\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-50 elementor-inner-column elementor-element elementor-element-e31a38d column-style-top\" data-id=\"e31a38d\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-ec2883a elementor-widget elementor-widget-image\" data-id=\"ec2883a\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"image.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<img decoding=\"async\" width=\"524\" height=\"394\" src=\"https:\/\/biocondiagnosticos.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/3.png\" class=\"attachment-medium_large size-medium_large wp-image-12818\" alt=\"\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-2babac6 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"2babac6\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\tFigura 3. Conjuntivite serosa a mucopurulenta. (Portal Petlove)\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-50 elementor-inner-column elementor-element elementor-element-e0aff45 column-style-top\" data-id=\"e0aff45\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-c76082e elementor-widget elementor-widget-image\" data-id=\"c76082e\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"image.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"478\" height=\"394\" src=\"https:\/\/biocondiagnosticos.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/4.png\" class=\"attachment-medium_large size-medium_large wp-image-12819\" alt=\"\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-9e2b815 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"9e2b815\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\tFigura 4. Hiperqueratose nasal em um c\u00e3o com Cinomose sist\u00eamica. Fonte: Greene, G.E. Infectious Diseases of the Dog and Cat, Elsevier, 2012.\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-inner-section elementor-element elementor-element-f2ffaf9 elementor-section-full_width elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"f2ffaf9\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-50 elementor-inner-column elementor-element elementor-element-1bda912 column-style-top\" data-id=\"1bda912\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-b365cab elementor-widget elementor-widget-image\" data-id=\"b365cab\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"image.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"473\" height=\"414\" src=\"https:\/\/biocondiagnosticos.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/5.png\" class=\"attachment-medium_large size-medium_large wp-image-12820\" alt=\"\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-e9bf2c8 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"e9bf2c8\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\tFigura 5. Hiperqueratose digital (\u201cdoen\u00e7a dos Coxins \u00e1speros\u201d). Fonte: Greene, G.E. Infectious Diseases of the Dog and Cat, Elsevier, 2012.\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-50 elementor-inner-column elementor-element elementor-element-eac3556 column-style-top\" data-id=\"eac3556\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-032eb60 elementor-widget elementor-widget-image\" data-id=\"032eb60\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"image.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"474\" height=\"287\" src=\"https:\/\/biocondiagnosticos.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/6.png\" class=\"attachment-medium_large size-medium_large wp-image-12821\" alt=\"\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-a3a5749 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"a3a5749\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\tFigura 6. Hipoplasia do esmalte caracterizada por irregularidades na superf\u00edcie dent\u00e1ria em um c\u00e3o adulto. Fonte: Greene, G.E. Infectious Diseases of the Dog and Cat, Elsevier, 2012.\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-2864cc5 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"2864cc5\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t<p><u>Sinais neurol\u00f3gicos<\/u><\/p><p>As manifesta\u00e7\u00f5es neurol\u00f3gicas da cinomose canina geralmente surgem entre 1 e 3 semanas ap\u00f3s a recupera\u00e7\u00e3o dos sinais sist\u00eamicos. No entanto, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel prever quais c\u00e3es desenvolver\u00e3o dist\u00farbios neurol\u00f3gicos. Em alguns casos, os sinais neurol\u00f3gicos podem coincidir com a doen\u00e7a multissist\u00eamica, enquanto em outros, podem surgir semanas ou at\u00e9 meses ap\u00f3s a infec\u00e7\u00e3o inicial.<\/p><p>Os sinais neurol\u00f3gicos variam conforme a \u00e1rea do SNC afetada. Os mais comuns incluem paresia, mioclonia e convuls\u00f5es. O desenvolvimento de sinais neurol\u00f3gicos est\u00e1 geralmente associado a um progn\u00f3stico reservado ou grave. Al\u00e9m disso, mesmo nos c\u00e3es que sobrevivem \u00e0 fase neurol\u00f3gica da doen\u00e7a, d\u00e9ficits neurol\u00f3gicos residuais s\u00e3o frequentes, afetando a qualidade de vida a longo prazo desses indiv\u00edduos.<\/p><p><strong>\u00a0<\/strong><\/p><p><strong>DIAGN\u00d3STICO<\/strong><\/p><p>A cinomose canina \u00e9 uma doen\u00e7a viral altamente contagiosa que apresenta manifesta\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas variadas, incluindo sinais respirat\u00f3rios, gastrointestinais, neurol\u00f3gicos e cut\u00e2neos, o que torna seu diagn\u00f3stico desafiador. Para confirmar a infec\u00e7\u00e3o, uma abordagem combinada de m\u00e9todos laboratoriais, imunol\u00f3gicos e moleculares pode ser fundamental, permitindo maior precis\u00e3o na identifica\u00e7\u00e3o do pat\u00f3geno, bem como na avalia\u00e7\u00e3o do est\u00e1gio da doen\u00e7a.<\/p><p><u>\u00a0<\/u><\/p><p><u>Achados laboratoriais<\/u><\/p><p>Os achados hematol\u00f3gicos incluem linfopenia, trombocitopenia e anemia regenerativa, especialmente em neonatos infectados. Os corp\u00fasculos de inclus\u00e3o da cinomose s\u00e3o estruturas intracelulares formadas por nucleocaps\u00eddios virais, caracter\u00edsticas t\u00edpicas das infec\u00e7\u00f5es por v\u00edrus da fam\u00edlia\u00a0<em>Paramyxoviridae<\/em>. Essas inclus\u00f5es podem ser observadas principalmente na fase inicial da doen\u00e7a e s\u00e3o \u00fateis para o diagn\u00f3stico em esfrega\u00e7os sangu\u00edneos. Nos linf\u00f3citos, manifestam-se como estruturas grandes, ovais e de colora\u00e7\u00e3o cinzenta, enquanto nos eritr\u00f3citos s\u00e3o arredondadas, exc\u00eantricas e azuladas. Por outro lado, os corp\u00fasculos de Howell-Jolly s\u00e3o remanescentes nucleares presentes nos eritr\u00f3citos, formados devido a falhas na remo\u00e7\u00e3o do n\u00facleo durante a matura\u00e7\u00e3o celular. Sua ocorr\u00eancia \u00e9 geralmente associada a condi\u00e7\u00f5es como anemia regenerativa ou disfun\u00e7\u00e3o espl\u00eanica. Apesar de tamb\u00e9m serem arredondados e azulados, possuem origem, estrutura e localiza\u00e7\u00e3o distintas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s inclus\u00f5es da cinomose. As altera\u00e7\u00f5es bioqu\u00edmicas, como a diminui\u00e7\u00e3o da albumina e aumento das globulinas \u03b1 e \u03b3, s\u00e3o inespec\u00edficas, e filhotes infectados podem apresentar hipoglobulinemia devido \u00e0 imunossupress\u00e3o.<\/p><p>\u00a0<\/p><p>\u00a0<\/p><p><u>Imunocitologia<\/u><\/p><p>T\u00e9cnicas imunofluorescentes e imuno-histoqu\u00edmicas s\u00e3o ferramentas que podem ser utilizadas no diagn\u00f3stico da cinomose canina. A imunofluoresc\u00eancia \u00e9 realizada em esfrega\u00e7os de epit\u00e9lio conjuntival, tonsilar, genital, respirat\u00f3rio e em c\u00e9lulas do LCS, sangue e urina, detectando o ant\u00edgeno viral entre 2 e 5 dias PI, com diminui\u00e7\u00e3o \u00e0 medida que os anticorpos aumentam. Os resultados s\u00e3o mais confi\u00e1veis nas fases agudas, pois falsos negativos podem ocorrer nas cr\u00f4nicas devido ao mascaramento do ant\u00edgeno. J\u00e1 a imuno-histoqu\u00edmica utiliza cortes de tecido congelados ou embebidos em parafina para identificar o v\u00edrus em mucosa nasal, coxins plantares, pele dorsal e tecidos como ba\u00e7o e c\u00e9rebro, sendo mais utilizados em diagn\u00f3sticos p\u00f3s-necropsia.<\/p><p>\u00a0<\/p><p><u>Detec\u00e7\u00e3o de anticorpos IgG\/IgM<\/u><\/p><p>O teste de neutraliza\u00e7\u00e3o \u00e9 o padr\u00e3o para avaliar a prote\u00e7\u00e3o contra o CDV, correlacionando os t\u00edtulos s\u00e9ricos ao n\u00edvel de imunidade. Os anticorpos neutralizantes, direcionados \u00e0s prote\u00ednas H e F do v\u00edrus, surgem em m\u00e9dia 20 dias ap\u00f3s a infec\u00e7\u00e3o e podem persistir por longos per\u00edodos na vida do animal, seja vacinado ou recuperado. Os Testes R\u00e1pidos Imunocromatogr\u00e1ficos da Accuvet, por serem semi-quantitativos, permitem a detec\u00e7\u00e3o e mensura\u00e7\u00e3o dos anticorpos IgG e IgM, indicando os t\u00edtulos s\u00e9ricos p\u00f3s-infec\u00e7\u00e3o ou vacina\u00e7\u00e3o.<\/p><p>\u00a0<\/p><p><u>Detec\u00e7\u00e3o de ant\u00edgenos<\/u><\/p><p>A detec\u00e7\u00e3o de ant\u00edgenos do CDV pode ser realizada por meio de Testes R\u00e1pidos Imunocromatogr\u00e1ficos da Accuvet, que s\u00e3o amplamente utilizados devido \u00e0 sua praticidade e sensibilidade. Esses testes fornecem resultados em poucos minutos, sendo especialmente \u00fateis para diagn\u00f3sticos iniciais. Eles detectam ant\u00edgenos virais em amostras de swabs conjuntivais, nasais, orais e\/ou l\u00edquor, tornando-se uma ferramenta valiosa na triagem cl\u00ednica, principalmente em casos com sinais agudos da doen\u00e7a. Quando utilizados em conjunto com m\u00e9todos mais avan\u00e7ados, como o RT-qPCR, podem melhorar significativamente a precis\u00e3o diagn\u00f3stica.<\/p><p>O diagn\u00f3stico baseado na detec\u00e7\u00e3o do ant\u00edgeno viral em swabs de mucosas oculares, nasais ou em l\u00edquor \u00e9 altamente recomendado, j\u00e1 que essas \u00e1reas frequentemente apresentam altas cargas virais. Para maior sensibilidade, em animais na fase respirat\u00f3ria da doen\u00e7a, o material ideal para an\u00e1lise s\u00e3o swabs das mucosas oculares e\/ou nasais. Por outro lado, em animais que apresentam sinais neurol\u00f3gicos, como ataxia, perda de equil\u00edbrio, incoordena\u00e7\u00e3o, paralisia, convuls\u00f5es ou mioclonia \u2013 sintomas que podem surgir tanto na fase inicial quanto na tardia da doen\u00e7a \u2013, o l\u00edquor \u00e9 o material mais indicado para os testes.<\/p><p>\u00a0<\/p><p>A cinomose canina \u00e9 uma doen\u00e7a viral multifacetada, caracterizada por uma infec\u00e7\u00e3o sist\u00eamica que compromete diversos sistemas do organismo do animal, incluindo o respirat\u00f3rio, gastrointestinal, neurol\u00f3gico e tegumentar. Dada a variabilidade de sinais cl\u00ednicos e a complexidade de seu diagn\u00f3stico, que pode envolver diferentes fases da doen\u00e7a, \u00e9 essencial o uso de m\u00e9todos laboratoriais seguros para a identifica\u00e7\u00e3o precisa do agente etiol\u00f3gico e a avalia\u00e7\u00e3o do est\u00e1gio da infec\u00e7\u00e3o. O diagn\u00f3stico r\u00e1pido, por meio de testes r\u00e1pidos imunocromatogr\u00e1ficos de detec\u00e7\u00e3o de ant\u00edgenos e anticorpos, \u00e9 crucial para um manejo eficaz da doen\u00e7a e para a implementa\u00e7\u00e3o de estrat\u00e9gias de controle, como a vacina\u00e7\u00e3o, que permanece a principal forma de preven\u00e7\u00e3o. A abordagem precoce e assertiva na identifica\u00e7\u00e3o da cinomose canina pode n\u00e3o apenas salvar vidas, mas tamb\u00e9m evitar complica\u00e7\u00f5es graves, como os dist\u00farbios neurol\u00f3gicos permanentes, melhorando, assim, a qualidade de vida dos c\u00e3es afetados.<\/p><p>\u00a0<\/p><p>\u00a0<\/p><p>\u00a0<\/p><p><strong>Refer\u00eancias:<\/strong><\/p><ul><li>Microbiologia veterin\u00e1ria e doen\u00e7as infecciosas \/ P. J. Quinn, B. K. \u2026 [et al.]; tradu\u00e7\u00e3o L\u00facia Helena Niederauer Weiss, Rita Denise Niederauer Weiss. Porto Alegre: Artmed, 2007.<\/li><li>Doen\u00e7as infecciosas em c\u00e3es e gatos \/ Craig E. Greene\u037e tradu\u00e7\u00e3o Idilia Vanzellotti, Patricia Lydie Voeux. 4.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2015.<\/li><\/ul><p>\u00a0<\/p><p><strong>Solu\u00e7\u00f5es dispon\u00edveis:<\/strong><\/p><p>Os testes r\u00e1pidos imunocromatogr\u00e1ficos da Accuvet oferecem diversas vantagens no diagn\u00f3stico da cinomose canina. Por serem pr\u00e1ticos e altamente sens\u00edveis, esses testes permitem a detec\u00e7\u00e3o de ant\u00edgenos virais diretamente em amostras de swabs conjuntivais, nasais, orais e l\u00edquor, fornecendo resultados em poucos minutos. Al\u00e9m disso, os testes Accuvet possibilitam a detec\u00e7\u00e3o e mensura\u00e7\u00e3o semi-quantitativa de anticorpos IgG e IgM, contribuindo para a avalia\u00e7\u00e3o precisa da resposta imunol\u00f3gica, seja em infec\u00e7\u00f5es ativas ou ap\u00f3s a vacina\u00e7\u00e3o. Essa abordagem r\u00e1pida e confi\u00e1vel \u00e9 fundamental para decis\u00f5es terap\u00eauticas imediatas e auxilia na implementa\u00e7\u00e3o de medidas de conten\u00e7\u00e3o e preven\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a, como a vacina\u00e7\u00e3o de outros animais suscet\u00edveis.<\/p><p>Ao facilitar a identifica\u00e7\u00e3o precoce da cinomose, os testes r\u00e1pidos da Accuvet ajudam a minimizar complica\u00e7\u00f5es graves, como danos neurol\u00f3gicos permanentes, melhorando significativamente o progn\u00f3stico e a qualidade de vida dos c\u00e3es acometidos.<\/p><p><strong>\u00a0<\/strong><\/p><ul><li><strong>Accuvet Cinomose Ag:<\/strong>\u00a0Detec\u00e7\u00e3o de ant\u00edgenos virais em swabs conjuntivais, nasais, orais e\/ou l\u00edquor.<\/li><li><strong>Accuvet Cinomose Ac:<\/strong>\u00a0Avalia\u00e7\u00e3o semi-quantitativa dos anticorpos IgG e IgM.<\/li><li><strong>Accuvet CDV\/CPV Ac:<\/strong>\u00a0Teste combinado para avalia\u00e7\u00e3o semi-quantitativa dos anticorpos IgG e IgM contra Cinomose e Parvovirose.<\/li><\/ul>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>ETIOLOGIA A cinomose canina \u00e9 uma doen\u00e7a altamente contagiosa que afeta c\u00e3es e outros carn\u00edvoros, com distribui\u00e7\u00e3o mundial. 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